A elite branca brasileira é constituída pelo conjunto de pessoas cuja leitura da própria cidadania se reduz à visão do umbigo de cada uma.
Esta leitura faz com que tais seres não tenham a menor percepção sistêmica da sociedade na qual estão inseridos, reduzindo a existência dos mesmos aos seus interesses mais diretos e imediatos.
O problema não é, por exemplo, alguém ter um apartamento de 400 metros quadrados enquanto outro mora em um de 40. A sociedade aristocrática brasileira acha normal um ter condições para desfrutar de um imóvel de 4 mil metros quadrados enquanto o outro apanha da polícia para manter seu barraco em uma ocupação de terreno.
Enquanto isso, os parlamentares federais aprovaram, sem pudores, a PEC do Teto dos Gastos, que limita pelas próximas duas décadas os investimentos em educação e saúde, reduzindo a qualidade de vida dos excluídos sociais que dependem dos serviços públicos.
Entre os parlamentares que votaram a favor desta PEC está o funesto deputado federal Miguel Haddad, que na foto aparece abraçado com o desprezível e virtual candidato a governador de São Paulo, João Dória.
O mesmo João Dória que chegou a dizer que os pobres não tem de ter hábitos alimentares porque precisam agradecer por terem algo que comer, como se a alimentação destes pobres fosse apenas uma generosidade, uma esmola desta elite branca, racista, discriminatória e escravagista que domina este país há mais de 500 anos.
O mais desastroso de tudo isso é vermos o jundiaiense Miguel Haddad abraçado com este tipo de gente como João Dória, uma escória empresarial que está somente a serviço da aristocracia econômica que está destruindo este país apenas em troca de seu lucro fácil.
segunda-feira, 26 de março de 2018
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