Durante interrogatório promovido pela diocese de Jundiaí com os candidatos a prefeito, ficou claro o descaso público com o setor de água e esgoto por parte do PSDB. Perguntado se a empresa voltaria a ser uma autarquia, caso vencesse a eleição, o candidato Miguel Haddad foi categórico: " A DAE S/A vai continuar a ser uma empresa de economia mista ". Vamos aos fatos então. É público e notório que o DAE, como S/A, carrega um prejuízo perto dos R$20 milhões por ter de pagar tributos que não pagava como autarquia. Não bastasse isso, Miguel Haddad deixou uma dívida de R$20 milhões com a Camargo/Correa relativa às obras da represa, dívida esta que a empreiteira está executando na justiça. Quase todos os setores da DAE S/A tiveram seus serviços terceirizados gerando lucro à empresas privadas às custas do patrimônio público. Não contente com este desastre administrativo, Miguel Haddad deixou de presente uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, que contesta a transformação do DAE em S/A. Ao invés do candidato tucano ficar batendo no peito e insistindo na S/A ele deveria lançar mão de sua fortuna e pagar do seu próprio bolso o prejuízo que causou. Afinal de contas, segundo o jornal Folha de São Paulo, ele é o 21° candidato mais rico desta eleição em todo estado com o valor, declarado para a Receita Federal, de R$7,9 milhões. Vamos lá Dr. Miguel Haddad, pague a conta que o senhor mesmo fez.