sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O DESFALQUE NO IPREJUN ! ! !
O Banco Central decretou nesta manhã a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde 4 de junho de 2012. No mesmo comunicado, o BC também informou a liquidação do Banco Prosper, comprado pelo Cruzeiro do Sul em dezembro de 2011.
No caso do Cruzeiro do Sul, a liquidação abrange a controladora da instituição, a Cruzeiro do Sul Holding Financeira S.A., e as empresas Cruzeiro do Sul S.A Corretora de Valores e Mercadorias; Cruzeiro do Sul S.A. DTVM; e Cruzeiro do Sul S.A. Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, que também se encontravam submetidas ao RAET.
Segundo o BC, o Cruzeiro do Sul detinha cerca de 0,25% dos ativos do sistema bancário e 0,35% dos depósitos.
As negociações do Santander com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para a compra do Cruzeiro do Sul fracassaram. O FGC estava responsável pela gestão da instituição desde a implementação do RAET. As conversas se arrastaram até a madrugada de hoje, mas, sem acordo, e como não houve outras propostas, o FGC recomendou imediatamente ao BC a liquidação do Cruzeiro do Sul.
FONTE: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocos%20setor-fnancero,negociacoes-fracassaram-e-banco-cruzeiro-do-sul-e-liquidado,126701,0.htm
Muito bem. O IPREJUN tinha R$ 31 milhões aplicados no Banco Cruzeiro do Sul. Segundo informações fornecidas à imprensa pelo presidente do instituto, José Aparecido Marcussi, a entidade conseguiu resgatar apenas R$ 16 milhões. Os outros R$ 15 milhões foram bloqueados durante o processo de liquidação determinado pelo Banco Central. Agora, a grande dúvida que fica é a seguinte: Com a decisão do BC de liquidar imediatamente o Banco Cruzeiro do Sul, quem irá repor este desfalque de R$ 15 milhões causado ao IPREJUN por esta tresloucada aplicação financeira ? O prefeito Miguel Haddad tem a obrigação moral de vir a público dar explicações sobre o assunto ao povo de Jundiaí. O candidato Luiz Fernando Machado, representante do governo tucano nestas eleições, se tiver dignidade, terá de dar satisfação sobre o assunto aos eleitores da cidade que estarão nas urnas no dia 7 de outubro. O sindicato dos servidores municipais tem que dar uma resposta às 7.000 famílias dos funcionários da prefeitura sobre este prejuízo milionário. Alguém tem de ser responsabilizado por esse absurdo. Como todos nós já sabemos que a bancada de sabujos do prefeito na Câmara Municipal vai ficar calada sobre esta questão, temos a convicção de que, pelo menos, os vereadores de oposição subirão à tribuna e exigirão a exoneração imediata do presidente do IPREJUN, José Aparecido Marcussi, e o consequente encaminhamento de toda a diretoria do instituto às barras dos tribunais. Se nada disso acontecer, ficará claro e evidente que Jundiaí não passa mesmo de uma terra de ninguém.
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