sábado, 24 de março de 2012

VLT: O QUE O PSDB ESCONDEU DE JUNDIAÍ ! ! !

A empresa envolvida neste absurdo da instalação do VLT em Jundiaí é a Alstom, um grupo francês que atua na área de infraestrutura de energia e transporte. A Alstom é uma das empresas que integra o consórcio Linha Amarela do Metrô, ao lado da Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão. Um levantamento feito na Assembléia Legislativa detectou que a Alstom, no Brasil, possui 39 empresas. A multinacional adquiriu nos últimos 20 anos pelo menos dez empresas, como Mecânica Pesada, Masa, Cegelec, ABB, Mafersa, Ansaldo Coesma e outras. Há uma denúncia de um jornal norte-americano de que a Alstom teria pago US$ 6,8 milhões em propinas para obter contratos com o governo paulista. A notícia do The Wall Street Journal, de Nova York, diz ainda que a Procuradoria de Paris abriu em 7 de novembro de 2007 uma investigação judicial por "corrupção ativa de agentes públicos estrangeiros" e "abuso de bem social", após uma denúncia recebida da Justiça suíça. Autoridades suíças descobriram também, em 2004, movimentações de fundos de empresas fantasma do grupo, utilizando um pequeno banco de Zurique. O dinheiro movimentado iria para diretores da Alstom em Cingapura, Indonésia, Venezuela e Brasil. Os juízes responsáveis pelo caso não emitiram nenhum indiciamento até o momento. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o professor suíço Mark Pieth, presidente do Grupo Anticorrupção da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão internacional que investiga os contratos da Alstom no Brasil, disse que no Estado de São Paulo, pessoas responsáveis pela compra de equipamentos não pediram suborno, mas sugeriram que a empresa fizesse pagamento para o caixa do partido e que isso é corrupção: "No grupo que temos (na Universidade de Basiléia, como facilitadores de grupos de empresas que discutem como evitar subornos), ficamos sabendo que uma companhia recusou pagar, outra companhia pagou e obteve o contrato". Os anos em que Geraldo Alckmin (PSDB) esteve no comando do Palácio dos Bandeirantes estão entre aqueles que a Alstom mais obteve contratos com o governo do Estado de São Paulo, em valores e em quantidade. Foram 77 contratos assinados no valor atualizado de R$ 3,1 bilhões. Seu antecessor, Mário Covas (PSDB), no cargo entre 1995 e 2000, fechou 40 contratos de R$ 2,3 bilhões.