Segundo informações coletadas por este blog, a situação da educação pública de Jundiaí é altamente preocupante aproximando-se de um patamar de irresponsabilidade das autoridades municipais.
A volta às aulas em Jundiaí será em julho. Os alunos terão aulas dia sim, dia não fazendo um revezamento. Como será feito esse revezamento de alunos ? Vai metade da sala para a aula contrair vírus e depois vem a outra metade também se contaminar ?
As crianças, como todo mundo sabe, não se controlam e vão se abraçar, vão brincar juntas, irão trocar lanches, irão espirrar sem a devida precaução e assim por diante.
Os professores vão retornar de férias neste dia 11 de maio, que é o mesmo dia em que os alunos deverão ir até a escola buscar material impresso de estudo feito pelos professores.
Quem pode e tem acesso à internet, vai pegar esse material online, realizar tudo e enviar para a correção do professor. Quem não tem acesso à internet deverá ir até a escola buscar esse material impresso, realizar a atividade e voltar para a escola para o professor corrigir.
Ninguém da prefeitura disse como fazer o isolamento dos alunos, funcionários e professores que retornam para a escola. Menos ainda foi falado sobre EPIs de proteção. A equipe volta e deve se virar para conseguir máscaras, luvas e álcool 70°.
Com a presença do professor o aluno já tem dificuldades no aprendizado, imaginem sem o professor. Alunos indo para a escola pegar material impresso podem receber ou repassar o vírus através dos papeis.
Outras questões sobre a volta às aulas:
1) Especialistas alertam que a reabertura das escolas provoca o desenvolvimento de uma cadeia de transmissão, uma vez que a atividade envolve a presença de adultos e a possibilidade de transmissão do vírus de uma criança para outra.
2) Em sua maioria, as crianças têm desenvolvido uma forma leve ou assintomática da doença, o que dificulta o rastreio neste público. Sem saber que carregam o vírus, elas passam aos mais velhos.
3) Segundo levantamento do Ministério da Saúde, há registro de mortes de crianças abaixo de 1 ano de idade e na faixa etária entre 1 e 5 anos.
4) Há algo em torno de 10.000 crianças internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave até agora.
Todos esses problemas poderiam ser contornados se as nossas autoridades tivessem o nível de seriedade e de organização das autoridades da China, como constatamos no vídeo abaixo:
segunda-feira, 11 de maio de 2020
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