terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

BAIONETA CALADA ! ! !

FOTO: Uma conversa bastante animada entre o deputado federal Miguel Haddad e um general do exército. O parlamentar tucano votou a favor da intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro.

O Congresso Nacional aprovou a intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro. Este decreto diz que esta intervenção militar é temporária. Em 1964 o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco também disse que os militares ficariam no poder temporariamente.

Aliás, esse é um congresso historicamente golpista que somente cumpriu o seu papel de serviçal da elite econômica do país.

Apenas para relembrarmos o caráter golpista do legislativo federal, em 1964 o senador Auro Soares de Moura Andrade decretou vaga a presidência da república com o então presidente João Goulart ainda em território nacional. Esta atitude abriu as portas para que os militares tomassem de assalto o governo federal.

Durante os 20 anos seguintes na calada da noite, enquanto a população dormia, um outro mundo entrava em atividade nos porões do DOI-CODI, da Operação Bandeirante e da Operação Condor, sob o comando do execrável criminoso Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Gemidos de dor devido às torturas eram sufocados durante as sessões de afogamento, durante os espancamentos no pau de arara e nos episódios de choques elétricos na cadeira do dragão.

Mulheres eram estupradas pelos covardes, assassinos e torturadores escondidos dentro da farda, ratos vivos eram introduzidos dentro dos órgãos genitais femininos e seus seios retorcidos com alicates.

Os homens também eram torturados de forma bárbara, com ameaças às suas famílias e choques elétricos em seus testículos e pênis.

Toda esta barbárie inacreditável foi realizada pela ditadura militar em nome da segurança nacional.

Com a aprovação da intervenção militar no Rio de Janeiro, novamente as portas foram abertas para os sanguinários e para os novos torturadores que estão apenas em compasso de espera para o arbítrio.

O mais catastrófico de tudo isso para nós jundiaienses é que o deputado federal Miguel Haddad, do PSDB, votou a favor deste novo golpe militar.

É claro que este parlamentar tucano nunca teve um de seus familiares sendo torturados e mortos pelos assassinos de 1964 quando mais de uma centena de pessoas desapareceram e seus corpos não foram encontrados até hoje, o que representa um sofrimento sem fim para estas famílias.

Diante do fato, vamos deixar bem claro o seguinte: Ao começarem as novas atrocidades a serem implementadas pelos militares, o deputado federal Miguel Haddad será cobrado e responsabilizado de forma implacável por mais esta punhalada nas costas do povo brasileiro.