segunda-feira, 13 de maio de 2013

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ ! ! !

No final da ditadura militar, as assembléias do sindicato dos metalúrgicos no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, fizeram tremer o regime dos golpistas de 31 de março de 1964. O trabalhador metalúrgico arriscou a própria pele nas greves do ABC que eram patrulhadas de perto pelos órgãos de segurança dos generais. O país todo reconheceu a luta desta classe a favor da democracia. O tempo passou. Junto com a democracia veio a desilusão com a classe política. E o pior. Veio também a desilusão com os sindicatos, com raras e honrosas excessões. Um exemplo desta desilusão sindical vivemos neste final de semana em Jundiaí. Na festa de aniversário da Federação dos Metalúrgicos, estiveram presentes as lideranças metalúrgicas locais, o prefeito Pedro Bigardi e, pasmem, o governador Geraldo Alckmin acompanhado do ex-prefeito Miguel Haddad, todos juntos se confraternizando em um ambiente cordial e fraterno. Que vergonha hein ? Definitivamente vivemos a política do vale tudo em Jundiaí onde os limites da ética já foram devidamente jogados pela janela. Mas vamos aqui separar o joio do trigo. O trabalhador metalúrgico continua merecendo o nosso maior respeito pela sua dedicação ao trabalho e aos interesses de sua classe. Porém, o sindicato dos metalúrgicos e o prefeito Bigardi, festejando junto com o que existe de pior em nossa política, colocaram um ponto final em qualquer credibilidade, se é que ainda tinham alguma. Diante deste lamentável fato, fica claro o seguinte: Hoje, nesta cidade, temos, de um lado toda a classe política e seus apêndices cuidando de seus próprios interesses, e de outro o pobre povo de Jundiaí, órfão político de pai e mãe, abandonado, escarrado, enganado e pisoteado, sendo lembrado que existe apenas em época de eleição. Que pena.