
Em sua nova caminhada à procura de uma amizade colorida com membros do PSDB, o prefeito Pedro Bigardi esteve com o tucano Edson Aparecido em São Paulo. Independente do fato do secretário da casa civil do governo do estado poder prometer qualquer benefício para Jundiaí, ele estaria envolvido em graves denúncias que estão sob investigações. A Polícia Federal revelou recentemente que o empresário Olívio Scamatti usou o gabinete do secretário da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido. Scamatti é acusado de ser o chefe da "Máfia do Asfalto", um esquema de corrupção que fraudava a execução de obras de infraestrutura no interior paulista. A Procuradoria da República já denunciou 19 pessoas por corrupção, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Segundo os autos, mais de R$ 1 bilhão do montante foram desviados em licitações forjadas. Edson Aparecido era deputado federal (PSDB) quando Scamatti pediu a liberação de documentos que incluíssem sua empresa em um programa do Ministério das Cidades. A construtora Scamatti & Seller Investimentos faz habitações populares no programa Minha Casa, Minha Vida em cidades do noroeste paulista. O secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, é um dos homens fortes do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Já o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) rejeitou pedido de habeas corpus para o empresário Olívio Scamatti, preso há uma semana sob suspeita de chefiar organização criminosa que fraudou licitações em 78 cidades do interior de São Paulo com verbas de emendas parlamentares. A decisão que mantém Scamatti preso é do desembargador Márcio Mesquita. Ele também indeferiu habeas corpus para a mulher de Scamatti, Maria Augusta, e para um irmão dela, Luis Carlos Seller.