segunda-feira, 13 de junho de 2011

COLOCANDO OS PINGOS NOS IS ! ! !

Após aquele lamentável acidente, na Av. 9 de Julho, que tirou a vida de duas pessoas muito queridas de todos nós, vários sites na internet, inclusive este blog, responsabilizaram em grande parte a prefeitura por não ter instalado as defensas necessárias no trajeto daquela via, o que poderia ter poupado as duas vítimas daquele episódio. Na edição do jornal Bom Dia Jundiaí de hoje, em sua coluna costumeira, o Desembargador Cláudio Levada disse o seguinte, em seus toques, a respeito ainda deste triste acidente:
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3- " A 9 de Julho está ficando realmente muito bonita e, até por seu desenho e largura, justifica-se a colocação de radares fixos, que neste caso, sim, serão úteis para a segurança de motoristas e pedestres. Agora, só com muita insensibilidade (em direito, chama-se dolo de oportunismo) para querer faturar politicamente com as mortes que ocorreram no fatídico acidente que envolveu a família Campaz. Uma lástima! ".
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Da mesma forma que o nobre desembargador tem o direito de emitir a sua opinião, temos também o direito de discordar. E discordamos em gênero, número e grau. Como dissemos acima, se a prefeitura tivesse colocado as defensas ao longo da avenida este acidente poderia não ter acontecido. Portanto, neste caso, existe a responsabilidade da prefeitura, sem a menor dúvida. Além disso, ninguém nesta cidade teria o desplante de usar uma tragédia como esta, ocorrida com pessoas tão queridas, para faturar politicamente. Ainda se refere o desembargador à figura do "dolo" como se alguém tivesse cometido algum crime. Oras bolas, estamos vivendo em um Estado de Direito e temos, portanto, a retaguarda constitucional para criticarmos as instituições, sempre com a intenção de melhorá-las. Enfim, sobre as colocações do nobre magistrado, podemos dizer que ele foi infeliz. Mesmo assim, apesar de o desembargador ter participado em 2008 de reuniões eleitorais favoráveis ao então candidato Miguel Haddad, como mostram as fotos abaixo, todos nós reconhecemos que o magistrado tem pautado o seu trabalho na trilha jurídica amparada pelo " Fumus Boni Juris ", termo latino ímpar e imprescindível para a nossa democracia.