sábado, 16 de outubro de 2010

POR QUE MIGUEL HADDAD CONTINUA CALADO ?

O plenário da Câmara Municipal de Campinas definiu em reunião no dia 22 de setembro, a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar denúncias feitas pelo Ministério Público, segundo as quais dois órgãos ligados à Prefeitura de Campinas - Sanasa e Informática dos Municípios Associados (IMA) – estariam envolvidos em esquemas de fraudes de licitações públicas. A CPI será presidida pelo vereador Sérgio Benassi (PCdoB), autor do pedido e terá como membros os vereadores Artur Orsi (PSDB), Jorge Schneider (PTB), Jairson Canário (PT), Vicente de Carvalho (PV), Professor Alberto (DEM) e Sebastião dos Santos (PMDB).

RELEMBRANDO O CASO

De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a quadrilha fraudava licitações em 11 municípios de São Paulo. Além de Campinas, o grupo teria atuado em cidades como São Paulo, Indaiatuba, Hortolândia, Peruíbe, Guarulhos, Jundiaí, Arujá, Itapetininga, Taubaté e Araraquara. Teria ramificações também no estado de Tocantins. Segundo o GAECO, os fraudadores se especializaram em adulterar o processo de concorrência em setores de segurança, limpeza e vigilância. Para o MP, o esquema era liderado por José Carlos Cepêra e operado por meio de seis empresas, todas colocadas em nomes de laranjas.

O MP apurou que as empresas Lotus Serviços Técnicos Ltda; Pluriserv Serviços Técnicos Ltda, Infratec Segurança e Vigilância Ltda, Pro Saneamento Ambiental Ltda, O.O. Lima Empresa Limpadora Ltda e São Paulo Serviços - venceram inúmeras licitações municipais e estaduais nos últimos anos, num esquema que já teria rendido perto de R$ 615 milhões.

Além da Sanasa em Campinas, o MP descobriu contratações públicas fraudadas na Defensoria Pública da União, Sabesp, Companhia Engenharia de Tráfego (CET), Companhia Paulista de Obras e Serviços, Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Imprensa Oficial, PRODESP, Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Jundiaí, Secretaria de Educação do Estado de Tocantins, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e com o próprio Ministério Público do Estado de São Paulo.


Muito bem meus amigos. Aqui em Jundiaí o silêncio é total. Não somente o prefeito interino Miguel Haddad está calado há 26 dias mas também a Câmara Municipal de Jundiaí está completamente omissa a respeito destas fraudes. Ao invés de os vereadores estarem preocupados com a nova pintura do prédio do legislativo ou com quem será o próximo presidente da casa, eles deveriam cumprir o único papel importante que lhes cabe: Fiscalizar o executivo. Porém, como todos nós já sabemos, a maioria dos parlamentares da cidade não fiscalizam coisa nenhuma, estando preocupados apenas com questões inúteis e com o seu rotineiro clientelismo. Este é o triste retrato da coronelista cidade de Jundiaí.