domingo, 13 de setembro de 2009

A DOENTE SAÚDE PÚBLICA ! ! ! ( I )

Toda a cidade já está cansada de saber que a maioria de nossa imprensa não passa de um boletim oficial de propaganda da prefeitura. No caso dos programas de rádio, aos domingos pela manhã, a situação é mais grave pois as emissoras AM são concessões federais e não podem estar a serviço de interesses políticos locais. Nesta linha de atuação, a nossa imprensa tem feito uma propaganda enorme sobre as mentiras dos coronéis, querendo transformá-las em verdade. O maior exemplo é a questão do tal Hospital Regional. Durante a campanha o então candidato Miguel Haddad e o então prefeito Ary Fossen, contaram em prosa e verso que a Casa de Saúde estaria aberta em 6 meses para atender a população. Isto foi há 2 anos. Até hoje nada. Pior que isso. Há alguns dias, o governador José Serra, em entrevista a uma emissora de TV local, ao ser perguntado sobre o hospital, saiu pela tangente e não respondeu nada. Depois disso, veio o prefeito interino dizer que, além dos R$13,5 milhões pagos à UNIMED, a prefeitura ainda terá de gastar R$18 milhões para reformar o prédio e que teria de sair em busca de parceria para "tentar" viabilizar a obra. Ora, para um bom entendedor meia palavra basta. Isto quer dizer que tudo não passou de enganação de véspera de eleição. Na época, o Hospital e Maternidade Jundiaí, de propriedade da SOBAM, poderia ter sido desapropriado e não foi, apenas para não desagradar um dos donos da SOBAM que é membro do diretório municipal do PSDB. Resultado da mentira: a cidade perdeu 2 hospitais de uma só vez. Prejuízo da população e lucro de meia dúzia de pessoas. Porém, o mais estranho e intrigante de tudo isso é o seguinte: Se o amigo blogueiro entrar no site do Ministério da Saúde vai notar, após pesquisa, que o Hospital e Maternidade Jundiaí, mesmo estando fechado há muito tempo, continua credenciado no Sistema Único de Saúde, o que possibilita a ele receber verbas do governo federal. Em 1999 o Ministério da Saúde realizou uma auditoria no município e detectou que 45% das internações no Hospital São Vicente eram inexplicadas, ou seja, o hospital cobrava do SUS procedimentos que não realizava. Será que o dinheiro do SUS estaria percorrendo, aqui em Jundiaí, caminhos tortuosos e inconfessáveis nos bastidores do poder local ?