quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

EXECRÁVEL POLÍTICA ! ! !

Junho de 2014. O colendo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo considerou irregulares a concorrência nº 10/2007, bem como todo o contrato dela decorrente, firmado entre a Prefeitura do Município de Jundiaí e o Consórcio Jundiaí Segura, cujo objeto era a prestação de serviços de engenharia de tráfego, com fornecimento, instalação e operação de sistema de monitoramento, composto de inúmeros aparelhos medidores de velocidade tipo fixo e lombadas eletrônicas.

A prefeitura entrou com um recurso junto ao TCE-SP que foi julgado agora, em outubro de 2016 e rejeitado com o voto pelo desprovimento do recurso, mantendo-se os demais fundamentos da decisão.

Um dos motivos que provocaram tal decisão do tribunal foi o seguinte:

"...Verifico que 41 (quarenta e uma) empresas retiraram o edital e somente 2 (duas) participaram do certame, sendo 1 (uma) inabilitada, indicando a inexistência de competitividade na disputa..."

Oras bolas, se não existiu competitividade na disputa há sérios indícios de direcionamento de licitação. O que é profundamente lastimável.

Vale lembrar, caros amigos, que um dos responsáveis por esta licitação irregular foi o então secretário de administração dos governos do vil PSDB, Clóvis Marcelo Galvão, o mesmo ex-secretário que foi assessor do deputado Miguel Haddad, que faz parte da comissão de transição indicado pelo prefeito eleito Luiz Fernando Machado e que poderá sim voltar a ser secretário municipal.

He He He, que coisa, hein ?

Pobre Jundiaí. Entra ano, sai ano e continuam os mesmos no comando da cidade exercendo esta tão rejeitada política patrimonialista.

É como dizia o italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa em seu romance Il Gattopardo: " Tudo deve mudar para que tudo fique como está ".

Para lerem a sentença de 2014, na íntegra, cliquem aqui.

Para lerem a rejeição do recurso de 2016, na íntegra, cliquem aqui.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

HISTÓRIAS DO INTERIOR ! ! !

Numa certa cidadezinha desse nosso interiorzão brasileiro, após as eleições municipais, os vereadores se reuniram com o prefeito eleito para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal.

Todos estavam alegres e felizes com a vitória nas eleições.

A reunião começou com uma análise de conjuntura realizada no local com a devida avaliação política dos tempos atuais.

Em certo momento da reunião dois dos vereadores colocaram os seus nomes como candidatos à presidência do legislativo.

Um dos vereadores mais velhos de casa disse o seguinte: " Bom, vamos chegar a um acordo aqui pois tem dinheiro para todo mundo ".

Tudo na presença do prefeito eleito.

E continuou o vereador velho de guerra: " Só que tem um detalhe; nós os mais velhos vamos ficar com a maior fatia do bolo e os mais novos com uma cota menor ".

Apenas um dos vereadores ameaçou fazer alguma contestação. Todos os demais ficaram bem quietinhos, afinal de contas em tempos de crise eles também precisam sobreviver.

Os amigos deste blog já imaginaram se isso tivesse acontecido aqui em nossa querida cidade de Jundiaí ?

Seria um escândalo, não é mesmo ?

Ainda bem que o fato ocorreu no interior desse brasilzão sem porteira.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

UMA CRISE IMORAL ! ! !

Toda a cidade está acompanhando a crise profunda e grave em que se encontra o nosso querido Hospital de Caridade São Vicente de Paulo.

A dívida total do hospital é de R$ 240 milhões.

A análise a ser feita não pode ser simplista pela falta de dinheiro que atualmente assola o hospital. Precisamos ir mais fundo para podermos identificar as causas do problema.

Na verdade há mais de 30 anos que a saúde pública não é prioridade em Jundiaí, afinal de contas os prefeitos que se sucedem, em caso de doença, procuram se tratar nos grandes hospitais de São Paulo.

Para essa politicalha o hospital é para pobre, então, na cabeça deles, qualquer coisa serve. Pobre não reclama mesmo, é ou não é ?

Diante deste pensamento desprezível e execrável eles preferem gastar milhões em projetos inúteis ao invés de investir no hospital público.

Vamos a alguns números revoltantes de dinheiro jogado no lixo:

1) Os últimos prefeitos, Miguel Haddad e Pedro Bigardi, esbulharam em 8 anos míseros R$ 62 milhões em propaganda da prefeitura;

2) O ex-prefeito Miguel Haddad gastou R$ 70 milhões no SITU, o que poderia ter sido evitado com a simples implantação do bilhete único;

3) O atual prefeito Pedro Bigardi comprometeu R$ 150 milhões na vil construção do inútil BRT, suspenso pela justiça;

4) O atual prefeito Pedro Bigardi gastou R$ 5 milhões em um projeto de um novo hospital que nunca vai sair do papel;

5) O ex-prefeito Miguel Haddad gastou R$ 35 milhões no túnel da Ponte São João que pouco resolveu sobre o trânsito daquela região.

Só nestes exemplos que citamos foram jogados na lata do lixo a módica quantia de R$ 322 milhões, dinheiro que solucionaria toda a dívida do Hospital São Vicente e ainda sobraria bastante para ser investido.

E muito mais. Os dois últimos pífios prefeitos, Miguel Haddad e Pedro Bigardi, gastaram juntos, em média, a quantia de R$ 60 milhões por ano apenas com as despesas com os cargos de confiança. Resultado: Nos 8 anos desses dois mandatos foram gastos R$ 480 milhões com os comissionados. Somando-se os R$ 322 milhões dos projetos inúteis com os R$ 480 milhões do gasto com os cargos políticos, teremos um total superior a R$ 800 milhões jogados pela janela.

E o Hospital São Vicente está sem dinheiro para a sua sobrevivência.

Além desse descaso todo com o dinheiro público, em 1999, durante a gestão de Miguel Haddad, o Ministério da Saúde fez uma auditoria em Jundiaí e afirmou que 45% das internações no Hospital São Vicente foram cobradas indevidamente, ou seja, autoridades cobraram do SUS procedimentos que não realizaram. Isso é fraude. E ninguém foi preso.

Então, caros amigos, a causa do caos econômico por que passa o nosso Hospital São Vicente é este modelo patrimonialista de se fazer política que tomou de assalto a cidade nas últimas três décadas.

Assim, a solução para esta tragédia passaria pela situação longínqua e difícil dos nossos governantes terem um pingo de vergonha na cara.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TERRA DE NINGUÉM ! ! !

O Brasil todo está revoltado com a aprovação do malfadado projeto anti-corrupção na Câmara dos Deputados. Até os juízes e promotores federais envolvidos na operação Lava Jato, que tem pisoteado toda a legislação penal brasileira diariamente, estão indignados.

Oras bolas, não tem nada de novo nos fatos de Brasília. O legislativo, em seus três níveis de governo, já está podre há muito tempo.

Temos um exemplo bastante próximo de todos nós aqui em Jundiaí.

Nos últimos 30 anos tem sido o useiro e vezeiro em nossa casa de leis municipal os atos inaceitáveis que causam náuseas até no estômago de um camelo caminhando pelo deserto.

Ressetorização de áreas em troca de dinheiro, mensalão, o nepotismo cruzado, recebimento de propina e extorsão são apenas algumas das práticas maléficas levadas a cabo por boa parte dos vereadores que se sucedem na cidade há três décadas.

Portanto o que ocorreu na capital federal na calada da noite é apenas uma prática política corriqueira nesta democracia de mentira em que vivemos e cujas decisões são para favorecerem aos lacaios e corruptos que se locupletam com o poder político, tanto lá como cá.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

HASTA SIEMPRE ! ! !

Tributo ao maior líder da América Latina de todos os tempos.